A IA pode substituir ou criar uma nova categoria de relacionamentos?

Uma das áreas que mais crescem em IA — e que é comparativamente menos falada — é a de "pessoas virtuais". Pense em um ChatGPT mas com um monte de prompts (e memória) por trás para se comportar como um amigo ou namorada.

O crescimento do setor (há dezenas de empresas do tipo) faz sentido: ao contrário de aplicações mais "sérias", não há muito problema se uma namorada virtual "alucinar". Pessoas falam bobagem o tempo todo, afinal, sem muita consequência.

A empresa mais longeva e lucrativa do setor é a Replika, que oferece amigos/amantes virtuais desde antes do ChatGPT. Ela produz "a companhia de IA que se importa com você", como diz o lema no site. Por US$ 20 dólares/mês você tem acesso a essa IA companheira por chat de texto, voz ou em uma espécie de metaverso.

Eu já achei esse tipo de coisa bem assustadora, tipo um caminho ruim pra humanidade, mas quando mais leio, menos sei o que pensar. Achava que no fundo o objetivo era criar parceiras sexuais virtuais para homens com problemas de sociabilidade, mas me surpreendi ao saber que a CEO e toda a liderança da empresa é formada por mulheres, que tem algumas ideias bem mais sofisticadas.

Vale ouvir o último episódio do Decoder, ótimo podcast de Nilay Patel com a CEO da Replika, Eugenia Kuyda:

Ela começa a falar sobre diferentes relações aos 8 minutos.

Kuyda acha que temos relações emocionais diferentes com amigos, parceiros, terapeutas, bichos de estimação... Na visão dela, os "companheiros de IA" não são substitutos, mas sim uma nova categoria de relacionamentos. Não sei bem o que pensar, mas a argumentação é interessante.

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